30.11.09
23.11.09
18.11.09
Matisse na Pinacoteca - São Paulo - Brasil
19.10.09
9.10.09
Curadoria...curadorismo...afetação...frivolidade
O poder da curadoria chegou ao ponto de moldar a própria produção de arte e ao extremo de tentar substituí-la (FSP 24/9/09 E1). A matéria resgata um trecho de entrevista de 2007 do artista plástico Nuno Ramos (Casa 7) no mesmo jornal em que diz: " Uma Bienal sem obras de arte, como a que foi divulgada com tanto alarde, é uma espécie de realização selvagem de um desejo institucional coletivo - a instituição enfim livre da arte, livre desses chatos desses artistas"
10.9.09
Construtivismo
A idéia construtivista não pretende unir arte e ciência, explorar as condições do mundo físico, mas captar sua verdade. Isso, diriam os construtivistas, era puro romantismo e o sofisma da arte abstrata.
No seu termo original, o construtivismo repudia o conceito de "gênio": intuição, inspiração, auto-expressão.
O construtivismo é didático, dirige-se mais para a fisiologia do que para a psicologia, tem intimidade com a ciência e a tecnologia, é concreto.
in Conceitos de Arte Moderna. Nikos Stangos. Jorge Zahar Editor. RJ 1993
Foto: Luiz Palma. Instituto Tomie Othake SP _ Poesia Concreta _ Projeto Vérbicovisual 2007
26.8.09
Matisse em São Paulo
" Uma tela de Matisse oferece sempre a impressão de que as angústias, os desesperos, as pulsões afetivas são sentimentos de mau gosto e devem ser excluídos. Matisse é o antirromântico, o antiexpressionista e também o anti-intelectual, o anti-teórico".
Jorge Coli - Caderno Mais! FSP 23/08/2009
Pinacoteca do Estado de São Paulo. Abertura em 5 de setembro de 2009
Praça da Luz, 2 - Bom Retiro
São Paulo - SP, 01120010
(0xx)11 3229-9844 14.8.09
Arteiros
Lançam cores e formas gritam sons e estrelas.
Destroem corações que mentem.
Moldam corpos que se fundem.
Furam tábuas de lei e quebram a cara de uns.
Torcem linha dura e não estão atrás de cura.
Não se importam a que vieram.
Seguem Foucault em busca do poder sem rei.
Assim, por acaso, trilham caminhos sem erro ou acerto.
O que juntam? Mais desejo.
Luiz Palma 2009
10.8.09
Luiz Cavalli
No contemporâneo o mundo liberta-se de um olhar que o reduz às suas formas constituídas e sua representação, para oferecer-se como substância trabalhada pela vida enquanto potência de variação e, portanto, matéria em processo de combinação de novas expressões.
A arte participa da decifração dos signos das mutações sensíveis, criando fluxos através dos quais tais signos ganham visibilidade e integram-se ao mapa vigente. Assim é, portanto uma prática de experimentação que participa da transformação do mundo.
A obra de Cavalli contém esse expressionismo que reconfigura a paisagem do ser e do mundo. Seu trabalho é fruto de uma delicada e incessante tarefa de resistir a esse ambiente adverso para instalar-se exatamente no ponto de tensão entre o "ser e o estar" para deixar-se aí impregnar pelas florações do gesto. Mas não há como deixar de falar em beleza em sua obra, pois ela tem a ver com a ação desta potência da vida que nela se expressa, dando-lhe o poder de contaminação do ambiente onde ela se insere. Estamos diante da graça e da elegância de uma encarnação vital: ao comunicá-la estas obras nos afetam, abrindo um novo espaço em nossa sensibilidade.
3.8.09
30.7.09
29.7.09
Políticas Esquizotrans
"...percorrer o poder subversivo do desejo de irromper as ruas com o corpo errado, com a roupa errada, o gesto errado, com a velocidade errada. Ali há desejos de romper amarras, de balançar fascismos estabelecidos, há desejo mais forte do que a disciplina e o controle".
Fabiane Borges e Hilda Besunsan assinam a coluna Politicas Esquizotrans no Caderno Brasil do Le Monde Diplomatique
27.7.09
18.7.09
Rilke
"Respirar, invisível dom - poesia!
Permutação entre o espaço infinito
e o ser. Pura harmonia
onde em rítmos me habito...Quanta dessas estâncias dos espaços
Estavam já em mim. E quanta brisa
como um filho em meus braços.
Me reconheces, ar, nas tuas lavras?
Outrora casca lisa,
céu e folhagem das minhas palavras"
16.7.09
pós-modernidade
Você pode desenvolver sérias dúvidas a respeito daquelas pessoas que têm a audácia de falar sobre defender a civilização sem serem capazes de reconhecer um obelisco ou um concerto de oboé se dessem de cara com eles. Esses são os homens e as mulheres que tagarelam sobre liberdade , mas só a reconheceriam sob a forma de um press-release.
7.7.09
1.7.09
30.6.09
"Was ist Aufklärung?"
Kant atribuia à filosofia uma função suplementar, de análise compreensiva do tempo presente, permitindo ao homem como ser filosófico pensar sua própria inscrição histórica.
"Que são as luzes? " nada tem de puramente circunstancial: a pergunta expressa e condensa um conjunto de situações.
O que se passa nesse momento?
Que mundo é esse que vivemos?
A maneira como Kant põe a questão das Luzes traz à luz a elaboração universal porém histórica, formal porém concreta de uma nova disposição da filosofia em relação ao objeto que a modernidade lhe confia, e que não é, nem pode ser, nada além de seu presente.
In: Compreender Kant. Olivier Dekens. Edições Luyola, São Paulo, Brasil, 2008
24.6.09
22.6.09
arte e pós-modernidade
O artista e o escritor pós-moderno trabalham sem regras, com o fim de estabelecer as regras do que terá sido feito. Por isso, a obra e o texto têm a característica de um evento; surgem tarde demais para seus autores ou - o que equivale a mesma coisa - sua realização sempre começa cedo demais. O pós-moderno precisa ser compreendido através do paradoxo do tempo futuro anterior.
Francois Lyotard citado por Zygmunt Bauman em O Mal-Estar da Pós-Modernidade. Jorge Zahar Ed., 1998.
17.6.09
mal-estar da pós-modernidade
Ao contrário de muitas apologias da nova tolerância, ou mesmo de seu suposto amor à diferença, no mundo pós-moderno de estilos e padrões de vida livremente concorrentes, há ainda um severo teste de pureza que se requer seja transposto por todo aquele que solicite ser ali adminitdo: tem de mostrar-se capaz de ser seduzido pelo mercado consumidor, de se regozijar com a sorte de vestir e despir identidades, de passar a vida na caça interminável de cada vez mais intensas sensações e cada vez mais inebriantes experiências. Nem todos podem passar nessa prova. Aqueles que não podem são a "sujeira" da pureza pós-moderna.
(Zygmunt Bauman)
9.6.09
8.6.09
Benjamin - conceito de história
"Minhas asas estão prontas para o voo,
Se pudesse, eu retrocederia
Pois eu seria menos feliz
Se permanecesse imerso no tempo vivo."
Gerhard Scholem, Saudação do anjo
Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivel-mente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.
1940 Tradução de Sérgio Paulo Rouanet
Ensaio obtido em Walter Benjamin -– Obras escolhidas. Vol. 1. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. Prefácio de Jeanne Marie Gagnebin. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 222-232.
29.5.09
25.5.09
19.5.09
O olhar sobre a obra de arte necessita da lentidão e do constante retorno. Há uma exigência da preparação do espírito, da volta freqüente ao objeto, do prazer do encontro e do reencontro, do rastreio entre diversas afinidades que podem ser encontradas no interior da cultura e que vêm fecundar o objeto. Toda obra de arte pressupõe, de algum modo, uma gravidade por parte do espectador.
A arte dispõe relações que se tecem de maneira intuitiva, provocando ao mesmo tempo prazer e percepção de fenômenos humanos. Ela é, portanto, lugar de prazer e de intuições secretas, cada uma alimentado a outra.
Texto de Jorge Coli.
Historiador da Arte pela Universidade de Provença (França). Doutor em estética pela USP e professor de História da Arte e da Cultura da UNICAMP. Dirige a Revista de Arte e Arquelogia. Escreve semanalmente a coluna "Ponto de Fuga" para a FSP / Caderno Mais!
Tela de Luiz Cavalli. 2009
30.4.09
23.4.09
17.4.09
13.4.09
7.4.09
26.3.09
25.3.09
9.3.09
Argentinos no Astrolábio
Durante a Semana Argentina em São Paulo (de 16 a 20 de março 09) o Astrolábio Ateliê receberá no dia 19 às 18h um grupo ligado às artes visuais - galeristas, artistas e críticos de artes visuais de Buenos Aires e outras regiões. Trabalhos de Luiz Palma, Brunoro Neto, Luiz Cavalli, Lygia Zatz e Lilita Figueiredo serão mostrados assim como um DVD sobre a trajetória do Astrolábio. A iniciativa argentina busca incentivar o intercâmbio nessa área entre os respectivos países.
Teremos o prazer de receber Hernán Raggi, Soledad Sanchez, Patricia Moreira, Marcela Andino, Dario Zajdenberg, Graciela Cuervo, Laura Haber, Clara Martinez e Maria Julia Grosso.
5.3.09
26.2.09
19.2.09
27 de abril de 2009 a partir das 19:30h
Todas as artes aspiram à condição da música. A música, os estados de felicidade, a mitologia, os rostos trabalhados pelo tempo, certos crepúsculos e certos lugares querem nos dizer algo, ou algo disseram que não deveríamos ter perdido, ou estão a ponto de dizer algo; essa iminência de uma revelação que não se produz é, quem sabe, o fato estético.
(Outras inquisições. Jorge Luis Borges. Cia das Letras. SP 2007)
não pague para ver
18.2.09
10.2.09
A obra arde
É engano pensar que um artista trabalha sobre "questões", que "interroga" vida, morte, sexualidade ou o que se quiser. Isto é domínio do filósofo. O artista faz obras. Por imateriais que sejam, partem sempre de uma espessura. Alguns mestres sábios ensinaram: arte não é um meio, é um modo de ordenar. A obra, e não o artista, cria entendimentos mudos, alusivos, intuitivos. É nela que se encontram, sem conceitos nem enunciados, pensamento e interrogação.
Jorge Coli - histotiador da arte
9.2.09
Tópica simbólica
Cumulada de pecados estruturais a antropologia interpretativa gera um discurso denso cujo sistema de sinais leva a jogos de linguagem e factualidades interpretantes. O mundo semiótico com seus sentidos intercambiáveis cria um horizonte interpretante para pessoas interessantes em si mesmo. A heteroglossia do ilocucionário e a desfamiliarização da cultura sem nexo impõem o fíctio da experiência próxima. Assim, o paradigma do pós-escrito sem espisteme deixa o mundo do ethos.
Wittgensttein pensou em Heidegger e ligou para Benjamin que se encontrava na rua com Foucault. Goffman de cabeça cheia de Weber quis avançar sobre Kennet Bunke com alguma mediação de Thomas Kuhn . Basta! Asseverou Suzane Hanger.
4.2.09
28.1.09
Expressão do sofrimento
A primeira lei da arte trágica era a apresentação da natureza que sofre. A segunda, a resistência moral contra o sofrer. Dentro desta teoria não existe lugar para a representação da dor extrema, para além de sua contenção estóica. Para Schiller, "a arte deve deleitar o espírito e agradar à liberdade. Aquele cuja dor lhe toma por inteiro é apenas um animal maltratado e nenhuma pessoa mais; pois exige-se sem mais uma resistência moral do ser humano contra a dor, apenas assim pode-se reconhecer o princípio da liberdade nele, a inteligência."
Dossiê Cult. Edição Especial. Escola de Frankfurt. 2008 pag 13.
27.1.09
22.1.09
16.1.09
14.1.09
Alucinose: império fetichista do corpo e da moda
" À luz da vida tecno, as ideias tradicionais de dia e noite se revelam mais frágeis, bem mais insólitas do que a vida cotidiana sob o regime da produção nos leva a crer. Para alguns, o mundo do dia se tornará definitivamente vazio e apenas a noite excitada e veloz vai concentrar em si o valor do que é vivo. (...) Esse dado negativo que toma o dia certamente aponta para o valor esvaziado do que se tornou a vida, do qual se tenta fugir incessantemente, mas, na nova ordem do humano, se procura não pensar."
Sem drama. Tales Ab'Saber. Trecho de "A Música do Tempo Infinito". FSP/MAIS 18/01/09
enigma psicanalítico
Esse outro nome para o enigma psicanalítico cria no ambiente uma sintonia fina com as novas drogas. Para os insensatos aquilo que acontece ao vivo em São Paulo é tido como ondas curtas de gorduras, algo assim como um efeito Vietnã. No anonimato mecânico dos anos 40, sexólogos inferiam que a masturbação garantiria um mundo ligth e dias sossegados.
É provável que ao parar a maquininha se dê o mau hálito. Alguns sonham e outros têm pesadelos com a essência japonesa. As casadas dizem que os homens deixam de beijar na boca com o tempo. Homens? Mande bala, sacana!
Nesse ambiente de caos e imprevisto, de cor e nu, valem as letras do The Who.


















